11º PAINEL – Business Women Around The World

O 2º Painel do terceiro dia de II Compliance Across Americas, abordou o tema “Business Women Around the World”. O painel contou com a participação de Anne Prudêncio (Compliance Women Committee), Claudia Paluszkiewicz (Marval, O’Farrell & Mairal / AAEC), Juliana Oliveira Nascimento (Compliance Women Committee), Liana Cunha (Thermo Fisher), Luciane Mallmann (Control Risks) e Patricia Marques (TechnipFMC).

Este foi um dos painéis com maior participação do público, e aquele que pareceu ter maior aprovação. As discussões seguiram falando sobre o papel do compliance como ferramenta primordial na construção de uma cultura e ética superior em relação a equidade de gênero dentro das empresas.
Um aspecto citado foi que a CWC, cujas fundadoras (Anne Prudêncio e Juliana Oliveira) foram ganhadoras do 1º Prêmio CAA, conseguiu que 20 mulheres que estão buscando recolocação profissional pudessem se beneficiar de entrada gratuita para o evento. Já que para se recolocar é também necessário participar de fóruns, fazer network. Inclusive houve um agradecimento da plateia em relação a isso.
Hoje o CWC está presente em 11 estados brasileiros, tem representação na Europa, além de estarem abrindo um novo capítulo nos EUA, sendo que, inclusive, o grupo recebia uma palestrante da Argentina, Claudia Pluszkiewicz. São mais de 460 mulheres envolvidas. “Se há tantas mulheres buscando o CWC é porque há uma necessidade não suprida de uma organização feminina no compliance”.

Seguindo o painel, foram destacados diversos aspectos da busca por equidade dentro das empresas, relatando algumas experiências pessoais das participantes e envolvidas no projeto. “O propósito é criar uma cultura de equidade, onde mulheres sejam igualmente reconhecidas, remuneradas, ocupem cargos de liderança, e onde a cultura de respeito não valha apenas dentro das empresas, mas em toda a sociedade”, parafraseando a bancada. “É um processo lento, uma criação do dia a dia”.
O grupo também ressaltou a importância do apoio dos homens à iniciativa e como isso faz diferença, tanto para o profissional quanto para com o pessoal dessas mulheres. É curioso notar que a plateia, nos três dias de evento, foi composta por um número maior de mulheres, e houve mais de mil espectadores. Havia muito pouca presença de mulheres em eventos como esse há alguns anos. Isso já mudou.
Ainda estamos longe do fim da desigualdade de gênero. Uma pesquisa feita pela Cranfield University com a Index 100 na Inglaterra, mostrou que apenas 22 empesas da lista possuem mulheres em cargos de alta chefia. Isso precisa mudar, e é o que esse tipo de iniciativa vem sendo construída pela CWC.
Um dos pontos é que não basta haver mulheres trabalhando com compliance, é preciso que elas estejam em cargos de liderança. É preciso que uma ética de respeito e equidade faça parte dos indivíduos. As empresas e carreiras são um reflexo de quem as pessoas são.
As pessoas não podem ser personagens que assumem algumas posturas melhores apenas em certos ambientes. É preciso mudar seu eu, que ele abrace a cultura de equidade. Essa é uma construção social que não pode ser desvinculada do compliance. Essa ética cultural é um processo. A partir do momento em que estamos preocupados em mudar isso, a evolução acontece.
Alguns números trazidos apontaram que ainda são precisos dois séculos para que haja o fim da disparidade de gênero, em um contexto global. Sem contar diversos outros indicadores de que ainda falta muito para haver tantas mulheres quanto homens em cargos de chefia.
O painel ainda discutiu a questão da promoção, carreira e maternidade. Muitas mulheres, quase todas da plateia e da mesa de discussão, ainda tem que responder a perguntas como “você pretende ter filhos?”, “usa método anticoncepcional?”, entre outras perguntas constrangedoras e desligadas da profissionalidade, e que fazem parte de preconceitos perpetrados dentro das empresas.
O percentual de mulheres que deixa o mercado quando são mães e não voltam é de 28%, em comparação com os homens que são só 2%. O tempo que elas demoram para se recolocar é de três anos.

Para finalizar, uma frase dita pela Liana Cunha fica para a reflexão: “É mais do que ter mulher na sua equipe, é ouvir o que ela fala”.

Texto: Welton Ramos

Liana Irani Affonso Cunha (Thermo Fisher)

Anne Prudêncio (Compliance Women Committe)

Luciane Mallmann (Control Risks, Inglaterra)

Patrícia Marques (TechnipFMC)

Juliana Oliveira Nascimento (Compliance Women Comittee)

Cláudia Paluszkiewicz (Marval, O’Farrel & Mairal / AAEC, Argentina)

 

#ComplianceAcrossAmericas #ExpoCompliance #ComplianceChanges #CAA #PremioCAA

 

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