5º PAINEL – Due Diligence e Integridade na Cadeia de Terceiros

O terceiro painel do segundo dia de II Compliance Across Americas discutiu “Due Diligence e Integridade na Cadeia de Terceiros”.
Participaram desse painel Alessandro de Franceschi da Cruz (Trench Rossi Watanabe) como moderador, Kelly Gama (Alstom), Patrícia Godoy Oliveira (Uber) e Rogéria Gieremek (Grupo Latam Airlines).

Foi um dos paneis mais divertidos e as discussões seguiram falando de como as empresas lidam, hoje em dia, com riscos na integridade da sua cadeia de fornecedores. A Due Diligence precisa considerar diversos riscos e a cultura de algumas empresas. Também é preciso dar treinamento àqueles que estão ligados às contratações, garantindo que as políticas sejam cumpridas.
Afirmando que qualquer compliance officer precisa entender bem o que a empresa terceira contratada por ele faz. Patrícia Godoy de Oliveira fez sua fala inicial definindo bem quais são os riscos dos quais as empresas precisam se resguardar. Afirmou também que há necessidade de se colocar no lugar dos funcionários que fazem as contratações de fornecedores, e que não há condições finais de avaliar todas as exigências de cada um dos setores de gestão, de forma que há a necessidade de simplificar o sistema de avaliação de terceiros.
Nem tudo pode ser automatizado com sistemas, embora existam ferramentas que facilitam processos. Quando é preciso um processo mais manual, é interessante que o procedimento de Due Diligence seja simples, esteja de acordo com as rotinas dos funcionários, para que quem esteja contratando um fornecedor consiga cumprir as especificações. Não é possível aplicar tudo, para um número muito grande de fornecedores se esses processos são muito complexos e extensos.
As políticas precisam ser bem claras e definidas dependendo do fornecedor, com uma classificação ligada mais ao risco que ele fornece, do que ao tipo de serviço. É preciso uma análise profunda de cada fornecedor.
Rogéria Gieremek comentou: “Por exemplo, no caso de um terceiro que vá representar a empresa frente ao poder público, este é um fornecedor de alto risco, que requer um tipo específico de treinamento. Só quem pode definir fornecedores com de alto risco são as pessoas da área de compliance, e há a necessidade de que os critérios de avaliação sejam específicos”. Uma recomendação de compliance não pode ser baseada no achismo. Precisa estar baseada em um parecer jurídico, em uma sustentação que embase a opinião
Falando sobre a desonestidade de funcionários que cometem fraudes, Patrícia complementou afirmando que “a grande maioria dos trabalhadores é honesta. A pessoa vai para a empresa para fazer o certo. Ela não acorda cedo, deixa os filhos na creche, enfrenta vários desafios pela manhã, para fazer algo errado. As vezes a pessoa faz o errado porque não sabe, mas a maioria está lá para fazer um bom trabalho”.
No que tange a tecnologia, ela pode ajudar muito na análise e lida com riscos, mesmo que ainda haja muito trabalho humano envolvido. Kelly Gama comentou que o sonho de todo compliance officer é ter um sistema que rode por 24h para lhe ajudar no trabalho, mas na maior parte dos casos não é essa a realidade, ou uma possibilidade atual.
Toda empresa pode ter um problema de compliance, o importante é como a empresa lida com esse problema. Ela colabora com as autoridades? Faz um lesson learned? No caso positivo, ela estará bem assistida para se relacionar com sua cadeira de terceiros e processos de Due Diligence.

Texto: Welton Ramos

Alessandro de Franceschi da Cruz (Trench Rossi Watanabe)

Kelly Gama (Alstom)

Patrícia Godoy (UBER)

Rogéria Gieremek (Latam Airlines)

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