6º PAINEL – Prevenção a Lavagem de Dinheiro e Compliance Financeiro

O 4° painel de palestras do segundo dia de II Compliance Across Americas abordou a “Prevenção à Lavagem de Dinheiro e Compliance Financeiro”.

Participaram do painel Carlos Alberto Wiesse Asenjo (Banco GNB do Peru), Cláudio Peixoto (Association of Certified Fraude Examiners / ACFE), Joaquim Cunha (AML Reputacional) e Marcus Vinicius de Carvalho (CVM). A moderação foi realizada por Renata Andrade (Willis Towers Watson).

As discussões do painel seguiram, sobretudo, na linha de demonstrar como a lavagem de dinheiro, apesar de uma realidade em diversas instituições, pode ser evitada por ações preventivas, como as sugeridas por programas de compliance.
Há a intensificação de ações públicas e privadas para lidar com crimes ligados a lavagem de dinheiro em diversos países da América Latina, atualmente. Uma situação interessante é a do Peru, discutida por Carlos Asenjo.
O Peru vive, hoje, uma situação complicada, porém que é parte da melhora no combate à corrupção. Seus cinco últimos presidentes foram presos, sendo que um chegou a cometer suicídio. Há diversos ministros presos, e o combate a corrupção se intensifica cada vez mais.
A intensificação na criação de novas normas e leis está ajudando na mudança cultural do país todo, e o compliance é parte integral disso. As normas e leis são sólidas e é preciso que elas lidem com diferentes níveis de corrupção, em esferas distintas. Há de se intensificar a fiscalização e os treinamentos, mudando a cultura do empresariado.
O sistema financeiro do Peru está ajudando a fazer valer essas leis, porém isso não pode ser apenas responsabilidade de grandes empresas. É preciso ampliar os agentes responsáveis pelo ambiente de controle.

As instituições financeiras são, historicamente, as que possuem sistemas de compliance mais robustos, porém muitas empresas menores podem fazer parte do grupo de controle, e é preciso que elas se deem conta disso.
Muitas empresas nem mesmo sabem que correm risco de serem envolvidas em esquemas de corrupção. PMEs podem ser usadas para lavar dinheiro sem nem saber disso. É preciso que os parceiros comerciais se questionem sobre se realmente conhecem seus clientes.
Essas empresas, por vezes, nem sabem a que órgãos recorrer em caso de suspeita de fraude, porque nem sempre são obrigadas a conhecer tais mecanismos de antifraude e anticorrupção.
Cláudio Peixoto ressaltou, para encerrar, que “no final do dia, aquilo que parece ser um bom negócio pode ser uma boa dor de cabeça”. É preciso cobrir o todo, não só o que parece mais arriscado.

Texto: Welton Ramos

Carlos Alberto Wiesse Ansejo (Banco GNB, Peru)

Cláudio Peixoto (ACFE, Brasil)

Joaquim Cunha (AML Reputacional)

Renata Andrade (Willis Towers Watson)

Marcus Vinícius de Carvalho (CVM)

#ComplianceAcrossAmericas #ExpoCompliance #ComplianceChanges #CAA #PremioCAA

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