7º PAINEL – Health Care Compliance

O 5º painel do segundo dia de II Compliance Across Americas tratou do tema de “Health Care Compliance”.
Ele contou com a presença de Amanda Rocabado Nogueira (Stryker), Bruno Boldrin (ABRAIDI), Gabriela Ignotti Pellegrino (Edwards LifeSciences) e Gláucio Pegurin Libório (Instituto Ética e Saúde).
“O compliance começou na área de saúde, como foi lembrado pro professor Bartosz, ontem”, comentou Boldrin, “e hoje o setor de saúde vive uma crise de reputação no Brasil”. Um exemplo disso é o escândalo da máfia das próteses. Isso porque no Brasil, a área da saúde é a mais desorganizada em termos administrativo-organizacionais.
Já havia discussões sobre ética no ramo de saúde, antes mesmo dos escândalos, porém até mesmo as empresas que trabalhavam de forma ética tinham dificuldades de entrar no mercado. Foi entre 2011 e em 2013, com discussões iniciadas a respeito de ética, que nasceu O Instituto Ética Saúde.
A proposta inicial era de conseguir abarcar 65%, ou mais, do mercado com empresas éticas seguindo o pacto de ética na saúde. Com isso feito, o próprio mercado iria se autorregular. Hoje há um canal direto de denúncia totalmente independente da área de saúde.
Apesar disso, ainda há diversos problemas para o setor de saúde conseguir se manter dentro das melhores práticas de compliance, e ainda ser competitivo no mercado. Muitas empresas, por se adequarem a esse comportamento são reduzidas a um quarto de seu tamanho, sem contar as que não sobrevivem. O comum é ocultar os problemas.
Os participantes ressaltaram as iniciativas tomadas dentro de suas empresas, e ainda destacaram que é preciso um esforço de treinamentos a fim de qualificar as empresas e mudar suas culturas, para que elas sobrevivam adequadas às exigências.
Os participantes concluíram ressaltando a importância de se utilizar as ações de compliance e sistemas de integridade e ética como um a vantagem competitiva, já que você ganha destaque no mercado, justamente por não estar ligado a empresas envolvidas em problemas de falta de ética.
Há também a importância de órgãos como o Instituto Ética Saúde, mas o caminho está na criação de métodos dentro das próprias empresas para que a cultura de uma ética mais positiva se forme e permaneça.
Texto: Welton Ramos

Gláucio Libório (Instituto Ética Saúde)

Amanda Rocabado Nogueira (Stryker)

Bruno Boldrin (ABRAIDI)

Gabriela Ignotti Pelegrino (Edward LifeScences)

 

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